Iludidos pelo irreal, caminham os corvos andarilhos
que com sua vida surreal viram servos
servos de uma sociedade sem ideal
todos com a profunda dor de estarem longe de casa
e em meio a noite taciturna
um barulho desperta o exílio dos corvos andarilhos
que junto ao seu orgulho caminham em busca do martírio dos justos
Desamparados pelo desigual, caminham os corvos andarilhos
que com seu amor existencial viram servos
servos de uma sociedade normal
e em meio ao improfícuo sonho diurno
a manhã breve e límpida parece se despir junto a perda de sincronia daqueles amáveis corvos
que caminharão eternamente em busca do inexistente...
Bom dia, Pedro.
ResponderExcluirO poema "Corvos Andarilhos" tem uma coisa que me agrada muito que é a crítica. Quando você diz "servos de uma sociedade sem ideal/ servos de uma sociedade anormal" você propõe uma reflexão ao leitor, qual seja, que mundo é esse? porque as coisas são assim? para onde estamos indo?
Esta é uma das funções da literatura: fazer pensar.
Seu blog é estiloso!
referencia-bibliograffica.blogspot.com.br